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Histórias felizes (sem filhos)

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“Em Dezembro de 2018 os médicos no hospital de Santa Maria deram-me alta porque já não havia mais tratamentos para mim. A única solução para o meu caso era a doação de ovócitos e a lista de espera era muito grande e devido à idade, portanto quando chegasse a minha vez o hospital público já não o poderia fazer. Claro que fiquei triste na altura, mas não me permito ser triste o resto da vida. Tenho um marido que tal como eu vive tranquilo. Estou aqui para o que precisarem até porque considero que sou um bom exemplo de como se encara isto como outro qualquer acontecimento na nossa vida. A enfermeira disse-me que nem toda a gente pode ter a vida cor de rosa tão sonhada. Tento fazer da minha um arco-íris. SOU UMA PESSOA FELIZ. Para além de não poder ter filhos, tenho também vários sintomas de doenças auto-imunes, dores reumáticas todos os dias, mas não me permito entregar às coisas menos boas da vida. Sempre que queiram estarei aqui.”

Katiana, 39 anos, Sintra

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"Aos 27 anos foi-me diagnosticada endometriose, iniciei um ciclo de operações e depois a saga dos tratamentos.

Sou a irmã mais velha numa fratia de 3 (única menina)... sempre fui muito protetora com os manos e sempre adorei crianças. Daí achar que queria ser mãe. Perante a possibilidade da impossibilidade de ter filhos, entrei na saga do “não me quero arrepender de não ter tentado” e foi isso que aconteceu. 

O meu marido sempre me apoiou embora para ele este assunto fosse gerido da seguinte forma: “estou contigo porque te amo, não para ser ou não ser pai”… Assim, resolvemos fazer uma pausa nos tratamentos durante 3 anos e fomos tão, mas tão felizes! Namorámos, viajámos, convivemos ! Nessa época resolvi fazer Psicanalise durante 2 anos (o melhor investimento que já fiz por mim própria) e percebi várias coisas... acho que no fundo criei a ideia que queria ser mãe... sou psicóloga e trabalho com crianças e adolescentes e amo o que faço, mas no fundo, no fundo o meu trabalho nada tem a ver com o papel que teria caso tivesse sido mãe. 

Após a psicanálise fiz o último tratamento no público apenas e unicamente para fechar este capitulo. Olhando para trás não me arrependo de nada, porque acho que para chegar a este patamar de aceitação e liberdade teria de ter passado por todo este processo... olhando para o presente só vejo coisas boas em não ter filhos e sinto-me tão bem comigo mesma!!! E isso é q importa! Tenho felizmente uma vida muito preenchida de amor e é mesmo possível sermos felizes sem filhos! 

Acho que a sociedade nos impinge ideais e eu fui influenciada por esses mesmos ideais. Beijinhos e sejam felizes!!!"

Rita, 39 anos, Viseu

Histórias felizes: Depoimentos

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