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A vida não foi como eu tinha imaginado.

“Encontrei um companheiro de vida e uma relação estável já tarde em relação ao que é habitual, e quando, por volta dos 40, quis engravidar, tive que recorrer a tratamentos de procriação medicamente assistida, que fiz na IVI em 2015 e 2016, sem sucesso, aparentemente devido à minha idade e ao facto de os meus óvulos estarem "velhos". Propuseram-me então a doação de ovócitos, mas não me senti confortável nem segura e resolvi parar. Desde então tenho vindo a fazer uma “caminhada” de aceitação deste processo, que acredito que será longa, talvez para a vida.”

Sara, 44 anos, Lisboa

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“Tentei pela primeira vez ser mãe aos 35 anos. Muitas consultas, tratamentos, lágrimas, raiva, dor e desilusão depois, 7 anos passados, sei que tenho menopausa precoce. São 7 anos de perguntas, quase sempre para mim e quase sempre «porquê, porquê comigo?». Não conheço pessoalmente alguém que seja infértil. Sempre me senti sozinha, a única pessoa a ser assim. Lia avidamente as reportagens em que uma cara conhecida falava sobre ela (e sobre mim). Neste grupo encontro pessoas a quem não tenho de explicar. Um dos membros do grupo partilhou uma ansiedade que tem sobre a velhice sem filhos e aí senti que finalmente estava no sítio onde não me sinto “a única”.”

Inês, 42 anos, Sintra

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“O interesse em integrar este grupo foi a necessidade de conseguir em conjunto com outras pessoas receber apoio e compreensão acerca do sentimento de vazio que se instala ao se tomar consciência que a vida será sem filhos.
A partilha de experiências com o objectivo de ajudar a ultrapassar a dor, baseado na entre ajuda, confidencialidade, confiança, respeito pela história das pessoas que o compõem, não julgando, mas aceitando.
Permitir sentir-me acompanhada e compreendida numa sociedade em que existe uma postura cruel e de total desprezo perante pessoas sem filhos.”

Paula, 41 anos, Odivelas

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“Não estou no “Plano B” por não ter tido filhos – estou porque (muito provavelmente) não os terei. As razões para tal são várias e, juntas, tornam a maternidade, para mim, num sonho praticamente impossível de concretizar. Sendo que desde que me conheço me imagino como mãe, foi bom encontrar este grupo – porque a pouco e pouco o luto terá de ser feito (já está a ser, creio), e é muito diferente passar por esse processo sozinha ou num núcleo em que me entendem e em que as observações despropositadas ficam de fora.
Há uma parte de mim que se vai quebrar para sempre. Uma dor que será para a vida. Porque há em mim uma mãe – que não terá filhos, mas uma mãe.
E no “Plano B” acredito que tudo isto me possa magoar um bocadinho menos.”

Sofia, 31 anos, Lisboa

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“Sou transplantada renal há quase 14 anos. Há cerca de 5 anos que ando a tentar engravidar e não consegui. O ano passado (2018) foi o "grande ano", o dos tratamentos... mas também foi o chamado "annus horribilis”! Fiz duas FIV no Hospital de Santa Maria, que não resultaram. Como sou transplantada, não me aconselharam a fazer o terceiro tratamento, por receio de pôr em causa a saúde do meu rim transplantado! No segundo tratamento até consegui fazer a transferência de um embrião nível A, com grandes probabilidades de "colagem" no útero, mas isso não aconteceu! Fiquei destroçada porque me senti realmente grávida e fiz tudo o que os médicos me disseram para fazer para que a gravidez fosse adiante!
Considero que um grupo de apoio é extremamente importante para este tipo de casos porque por muito que os psicólogos sejam importantes, não há nada como a experiência e a troca de ideias com pessoas que passaram pelo mesmo ou por algo semelhante.”

Susana, 39 anos, Lisboa

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Tenho agora 50 anos e comecei a tentar ter filhos aos 36 anos. Engravidei duas vezes de forma natural, nenhuma correu bem e vingou. A terceira gravidez não surgia nem por nada, estava quase com 40 anos e debatia-me com a árdua tarefa de convencer o meu companheiro – com mais 12 anos do que eu, com 5 filhos de uma relação anterior e muito conservador – a recorrer a tratamentos de fertilização. Fiz a primeira inseminação aos 40, tentei uma segunda e nada também. Passei diretamente para as ICSIs. Fiz 5 ciclos, pelo meio uma ou duas TECs e nada deu em nada. Decidi por fim que tentaria um tratamento com ovócitos doados porque o diagnóstico, por exclusão de partes, terá sido a minha idade. Mas no fundo, no fundo, queria um filho meu, do meu sangue, do meu gene. Um dia acordei, tive um clique, liguei para a clínica e transmiti-lhes que não me sentia capaz de ir em frente. Tinha 43 anos e fiz todos estes tratamentos em 3 anos. Foi um choque muito grande a todos os níveis, de que tenho vindo a recuperar devagarinho. Tenho vivido, desde então, um processo de luto, de aceitação, que o tempo apazigua, mas que deixa para sempre o vazio, um "buraco". Trocar impressões e partilhar emoções com quem teve experiências parecidas com a minha parece-me muito positivo. Ajuda-nos a relativizar e perceber que não somos as únicas, que não somos o centro do mundo. Somos mulheres de grande coragem, disso tenho a certeza!”

Inês, 50 anos, Cascais

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“Casei com 36 anos, meu marido era divorciado há 2 anos quando o conheci e já tinha dois filhos. Desde os 38 anos que estou tentando engravidar, fiz todos os exames e está tudo bem comigo, mas meu marido apresentou baixa contagem e baixa vitalidade de espermatozoides. O médico falou em fertilização, mas devido às condições financeiras, não tive como fazer! Acontece que estou passando por depressão por conta disto e, para completar, tem a situação de ele ter dois filhos com a ex mulher! Procurei este grupo para compartilhar, pois sei que não sou a única que sofre com isso e creio também que aqui neste grupo posso ter apoio e apoiar mulheres que sofrem como eu!”

Eliane, 46 anos, Brasil

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“Fui diagnosticado com azoospermia e aguardo possível acesso ao banco público de gâmetas, tendo como dificuldades todo o processo do fim do anonimato dos dadores e posterior possível acesso aos gâmetas doados antes dessa decisão. A juntar a tudo isto a minha companheira foi diagnosticada com endometriose. Portanto, juntam-se as mínimas hipóteses de recurso ao banco público de gâmetas, com as dificuldades causadas pela endometriose, bem como as próprias dificuldades dos procedimentos de PMA. "É ver a vida a acontecer à nossa volta e a nossa parada". A pressão social aumenta a cada ano que passa, e já vão 5 anos desde a decisão de ter filhos. Mas há esperança…”

Nuno, 37 anos, Porto

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